Veja quais foram as propostas que permitiram o fim da greve

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Siameses de 12 anos não querem se separar

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Veja quais foram as propostas que permitiram o fim da greve

  • PMs aceitaram proposta do governo e encerraram a paralisação

 

O fim da greve dos policiais militares da Bahia aconteceu depois de consenso sobre quatro pontos da pauta de reivindicações. Saiba quais são:

 

>> Veja mais notícias sobre a greve da PM

 

1) Aumento da Gratificação por Condições Especiais de Trabalho (CET) dos praças na proporção de 25% para as funções administrativas, 45% para as operacionais, 65% para os motoristas e Regime de Tempo Integral (RTI) para os oficiais, com atualização da lei;

 

2) Retirada da proposta do Código de Ética para nova discussão e rediscussão das propostas do Estatuto e Plano de Carreira. Nota conjunta das Associações dos Policias Militares do Estado da Bahia diz que elas devem ser encaminhados com urgência à Assembleia Legislativa da Bahia;

 

3) Revisão de processos administrativos e disciplinares referentes à mobilização de 2012. Segundo a msma nota conjunta das associações dos PMs do Estado da Bahia, objetivo é reforçar o que foi acertado naquele momento e suspender os procedimentos que apuraram as faltas administrativas que não se constituem crimes decorrentes da paralisação de 2014.

 

4) Regulamentação do artigo 92 do Estatuto dos Policiais Militares, depois de negociação entre Governo do Estado, Associações e PM. Esse artigo trata dos auxílios alimentação, funeral, fardamento para alunos em formação, transporte e bagagem.atarde

Após retrato de Insegurança:Feira de Santana registra 42 mortes durante greve da PM

Entre as 8h desta quarta-feira (16) e às 13h desta quinta-feira (17), foram registradas  42 mortes em Feira de Santana, sendo 38 homicídios e latrocínios e 4 autos de resistência. Segundo o jornal A Tarde, o delegado Ricardo Brito, coordenador da 1ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (1ª Coorpin/Feira de Santana) informou que todo o efetivo de policiais, escrivães e delegados foi utilizado para fazer os levantamentos cadavéricos. “Estamos ainda tentando fechar os números precisamente, pois  a todo momento chegam novos casos”, disse Brito. Por conta das mortes ocorridas durante a greve da Polícia Militar, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) também teve grande demanda na manhã desta quinta. Ainda de acordo com o  A Tarde, o coordenador regional do órgão afirmou que as necropsias são realizadas por várias equipes de médicos legistas, peritos criminais e técnicos, que trabalharam com o apoio de outros municípios. acorda cidade

Serrinha:Vigilante municipal é morto a tiros na porta de casa

portal cleriston silva 1

Informações  obtidas pelo blog do cleriston silva através da policia é que um homem foi morto a tiros na noite desta quarta-feira (16) em Serrinha.

De acordo com a Polícia Civil, o funcionário público municipal Ailton Gomes Costa, de 32 anos, conhecido como “Cadeirudo”, foi atingido por três disparos de arma de fogo na cabeça na porta da casa onde morava no bairro dos Treze.

Ainda de acordo com a polícia, vizinhos ouviram os disparos por volta das 20h, mas o corpo só foi encontrado no início da manhã desta quinta-feira (17). Ninguém revelou detalhes do crime.

O Departamento de Polícia Técnica (DPT) e a Polícia Civil estiveram no local. A autoria e a motivação do crime estão sendo investigadas.

Ailton era vigilante de um colégio da rede municipal de ensino e foi morto no momento em que retornava do trabalho.

Bahia:Acaba a greve da Polícia Militar

 

Grevistas votaram em assembleia na tarde desta quinta (17), em Salvador.
Reunião com arcebispo antecedeu votação; paralisação começou na terça.

 

 

PMs comemoram fim da greve na Bahia (Foto: Maiana Belo/G1)PMs comemoram fim da greve na Bahia após realização de assembleia (Foto: Maiana Belo/G1)

 

A greve da Polícia Militar da Bahia foi encerrada na tarde desta quinta-feira (17) após assembleia realizada entre líderes do movimento e PMs, no Wet’n Wild, espaço de shows em Salvador, onde parte da corporação permaneceu acampada desde a noite de terça-feira (15), quando o movimento foi iniciado. Logo após a assembleia, os policiais comemoraram bastante e gritaram em coro “A PM voltou”.

 

 

De acordo com Marco Prisco, vereador e presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra), a categoria conseguiu um aumento de 25% no soldo (remuneração específica dos policiais) para o administrativo da PM; de 45%, para o operacional; e de 60%, para motoristas. Também foi aprovada a extinção do código de ética, nova discussão sobre o plano de carreira e fim do curso de cabo. “Os benefícios conseguidos hoje são para ativos e inativos”, afirmou o líder da PM.

 

“Estamos indo para a governadoria para a entrega do documento, pois primeiro precisávamos conversar com a categoria para votação e depois levar o documento assinado para o governo”, completou Marco Prisco.

 

De acordo com informações do coronel Gilson Santiago, diretor de comunicação da Polícia Militar, representantes da gestão estadual estão em reunião na sede da governadoria e devem se posicionar no final da tarde sobre os itens discutidos.

 

O fim da greve ocorreu no mesmo horário em que era realizada uma reunião entre o governador da Bahia, Jaques Wagner, e o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, além de outras autoridades locais e nacionais. O encontro foi realizado na sede da governadoria, no Centro Administrativo da Bahia.

 

“Estamos satisfeitos com o fim da greve, pois não queríamos. O governo foi intransigente, mas conseguimos chegar a um acordo. Foi satisfatório esse resultado para nós e tenho certeza que, para a população, também. A população pode ficar tranquila”, comentou o soldado Santos, da 41ª Companhia Independente de Polícia Militar, após participar da assembleia.

 

 

A Garantia da Lei e da Ordem (GLO), que autorizou o uso de tropas federais para a segurança do estado, está mantida mesmo com o fim da greve. A permanência ocorre até pelo menos o fim do feriado, quando vai ser feita a reavaliação da situação e verificada se a quantidade de policiais em atividade está normalizada.

 

Primeira reunião
Uma reunião entre o arcebispo de Salvador e primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, o coronel da Polícia Militar Alfredo Castro, representante do governo, e lideranças de associações da PM foi realizada na manhã desta quinta, no Largo dos Aflitos, na capital. Durante o encontro, uma nova contraproposta foi apresentada pelo coronel da PM aos grevistas e um documento foi elaborado pelas lideranças para ser submetido ao crivo da categoria em assembleia.

 

“Eu penso que minha participação foi modesta, mas de alguém que ajuda as pessoas a dialogar e desarmar o espírito. Hoje na missa eu disse ‘a paz é um dom de Deus’. Vamos pedir que ela venha para toda a Bahia. Nem eu achei que viria uma resposta tão rápida”, disse Dom Murilo Krieger após o fim da paralisação.

 

Segundo o coronel Castro, comandante da corporação, o reajuste nas Condições Especiais de Trabalho (CET), um dos principais pontos de divergência entre governo e grevistas, foi revisto . “O que mudou foram as condições das propostas no que diz respeito aos índices. Nós tivemos uma proposta feita anteriormente sem o índice de CET e nós colocamos agora o índice de CET. Também estamos colocando a retirada de sanção disciplinar, as faltas leves administrativas durante esse período de greve”, disse o oficial. O governo explica que a CET é uma gratificação que atualmente vigora para oficiais e que os grevistas pedem que se estenda a todos do efetivo policial.

 

Homicídios
Foram registrados 39 homicídios em Salvador e região metropolitana pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia durante pouco mais de 42 horas desde o início da greve, que começou por volta das 19h30 da terça. Na segunda-feira (14), dia que anteceu o início da paralisação, foram registrados seis homicídios em Salvador e região, segundo dados da SSP-BA.

 

De acordo com informações da assessoria de comunicação da SSP, esse número foi contabilizado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa até as 13h40 desta quinta-feira. A secretaria ressalta que ainda é preciso um período de investigação para saber se essas mortes estão relacionadas à redução do policiamento nas ruas devido à greve da PM.

 

Em 2012, a média foi de 4,3 homicídios por dia em Salvador. Já em 2013, esse número caiu para 3,91. Em 2014, nos meses de janeiro e fevereiro, a média diária de assassinatos foi de 5,5, enquanto em março foi de 6,6. Já no mês de abril, em apenas 17 dias foram contabilizados 123 homicídios em Salvador e região metropolitana, o que representa 7,2 assassinatos diariamente. Durante a greve da PM, que durou pouco mais de 43 horas, a média do número de assassinatos por dia foi de quase 20 homicídios.

 

Assembleia aprovou o início da greve da PM (Foto: Imagens/G1)

Assembleia aprovou o início da greve da PM na BA

 

Justiça
Na quarta-feira, a greve foi considerada inconstitucional pela Justiça da Bahia, que estipulou multa diária de R$ 50 mil. O governo afirmou que as reivindicações das associações de policiais grevistas “ultrapassavam o limite orçamentário do Estado“.

 

Nesta quinta, a Justiça Federal determinou a suspensão imediata da paralisação, estipulou multa em R$ 1,4 milhão, além de bloquear bens das associações grevistas.

 

Enquanto governo e categoria não chegavam a um acordo, tropas do Exército reforçavam a segurança nas ruas de Salvador. Durante a madrugada de terça (15), houve uma série de saques e arrombamentos pela cidade.

 

Saqueadores roubam supermercado e quebram produtos (Foto: Imagens/TV Bahia)
Saqueadores roubam supermercado e quebram
produtos em Salvador (Foto: Imagens/TV Bahia)

 

Saques
A Delegacia de Furtos e Roubos de Veículos da capital contabilizou 60 carros roubados no primeiro dia de greve da Polícia Militar. Segundo o delegado titular da unidade, Marcos César Silva, essa quantidade foi registrada entre terça (15) e quarta-feira (16), e representa um número três vezes maior do que o registrado em um dia comum. “Isso aqui está um inferno na terra. O movimento triplicou”, afirmou o delegado

 

Na madrugada desta quinta-feira, uma loja de eletrodomésticos foi invadida no bairro da Calçada, na Cidade Baixa, também em Salvador. Segundo informações da polícia, um grupo de homens entrou no estabelecimento com um carro e roubou diversos produtos da loja. Um veículo foi abandonado no local. Já por volta das 5h desta quinta-feira, um supermercado da rede Cesta do Povo foi arrombado no bairro da Fazenda Grande I. De acordo com a polícia, um grupo ainda ateou fogo ao estabelecimento.

 

No bairro de Cosme de Farias, na noite de quarta-feira (16), um mercado local foi arrombado por moradores da região. O estabelecimento foi completamente saqueado pelo grupo.

 

Ainda na noite de quarta, outros quatro estabelecimentos foram arrombados e saqueados em Salvador. Três deles no bairro de Brotas. No supermercado Bompreço, saqueadores levaram diversos produtos, quebraram objetos e sujaram todo o local. Já em Camaçari, região metropolitana de Salvador, um caixa eletrônico foi explodido por um grupo de homens.

 

Ainda no bairro de Brotas, só que nas Lojas Americanas, um carro foi utilizado para arrombar a porta da Lojas Americanas, que também foi saqueada. Homens do Exército foram até o local, mas não encontraram os assaltantes.

 

Já no Vale do Ogunjá, no mesmo bairro, o assalto foi realizado no supermercado GBarbosa. Seis homens foram presos pela Polícia de Choque (PM) durante a ação. No supermercado Bompreço, localizado na Avenida Garibaldi, produtos também foram levados após o arrombamento do local.

Tropas federais desembarcam em Salvador para reforçar a segurança

Por volta de meio dia desta terça-feira (16), 6 mil homens das Forças Armadas designados para reforçar a segurança pública na Bahia começaram a chegar a Salvador. Por conta da greve dos policiais miliares e bombeiros, a presidente Dilma Rousseff assinou o decreto de Garantia da Lei e Ordem para a Bahia, que autoriza o emprego das Forças Armadas na segurança no Estado.

 

Os militares estão autorizados a realizar patrulhas, vistorias e prisões em flagrante. O comandante da 6ª Região Militar, general Racine Bezerra Lima, assumiu o comando das operações e a Polícia do Exército (PE) está patrulhando as ruas.

 

Outro efetivo das Forças Armadas tem previsão de desembarque na Base Aérea de Salvador na tarde desta quarta-feira (16), segundo informou o oficial de relações públicas da 6ª Região Militar, tenente-coronel Costa Neto.

De acordo com a Secretaria de Comunicação Social do Governo da Bahia (Secom), tropas do Exército já patrulham as ruas em Salvador e Ilhéus, no Sul do estado, e estão prontas para atuar em Feira de Santana, Paulo Afonso, na região Nordeste, e Barreiras, no Oeste baiano.

 

Costa Neto afirmou que, se necessário, o Exército pode empregar uma brigada de até 5 mil homens em todo o estado da Bahia, além das tropas da Força Nacional, da Marinha e Aeronáutica.

Fonte:Correio

PM da Bahia decreta greve, e Estado pede Força Nacional

  • Em assembleia realizada nesta terça-feira (15), os policiais militares da Bahia decidiram entrar em greveEm assembleia realizada nesta terça-feira (15), os policiais militares da Bahia decidiram entrar em greve

O clima de tensão dominou Salvador na noite desta terça-feira (15), após os policiais militares decidirem entrar em greve. Os ônibus deixaram de circular na capital baiana após às 21h, e os trabalhadores noturnos foram liberados mais cedo. Temendo uma onda de violência, o governo do Estado já anunciou que pediu apoio à Força Nacional. Escolas e faculdades também suspenderam aulas.

Os militares se reuniram a portas fechadas, e a paralisação foi anunciada pelo presidente da Aspra (Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia), Marco Prisco, que disse que a proposta do governo foi rejeitada. Eles alegam que tentam um acordo com o governo há nove meses, com pedido de melhoras no plano de carreiras e reajuste.

O clima ficou tenso durante a assembleia, e parte dos cerca de 10 mil policias que foram ao encontro entoaram cânticos de “ô, ô, ô, a PM parou”. O deputado estadual Capitão Tadeu Fernandes (PSB), que também representa os militares, disse que o governo foi “tímido em suas propostas” e “não cumpriu a lei de isonomia entre ativos e inativos.”

Em nota divulgada no fim da tarde, a SSP-BA (Secretaria de Segurança Pública da Bahia) informou que vem “mantendo o diálogo aberto e franco com as associações representativas da Polícia Militar, se comprometeu a rever os pontos apresentados na proposta de modernização da PM, como o Código de Ética, o Plano de Carreira dos Praças e Oficiais e as promoções na corporação, antes das propostas serem enviadas para a Assembleia Legislativa.”

“Um documento foi assinado por mim, pelo comandante-geral e por um dos líderes das associações. Ficou decidido que estas propostas seriam assumidas pelo governo. Durante a deliberação da categoria, recebi uma ligação desta liderança, informando que estava tudo acertado para a aprovação do que havia sido acordado. Ainda assim, foi decretada a greve”, disse o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa.

A secretaria informou que o governo “está tomando todas as providências para manter a segurança da população”. Barbosa explicou que foi também foi decretado termo de “garantia da lei e da ordem”. Em nota, o governo diz que apresentou novas propostas aos militares nesta tarde, entre os quais reajuste da gratificação de Condição Especial de Trabalho e rediscussão do novo Código de Ética.

Medo

Uma série de boatos disseminados pelas redes sociais anunciando assaltos e arrastões fizeram com que muitos moradores não saíssem de casa, e as ruas ficaram desertas. Pelas redes sociais, internautas alertavam para a greve e pediam que ninguém saísse de casa.

Os rodoviários anunciaram retiradas dos veículos das ruas, mas informaram que voltam a circular às 5h desta quarta-feira (16). Uma nova paralisação não está descartada, caso os militares deixem mesmo de fazer ronda. Escolas e faculdades também já anunciaram suspensão das aulas nesta quarta-feira, em comunicados emitidos nesta noite. Por conta da greve, a UFBA (Universidade Federal da Bahia) decidiu pela suspensão das aulas e das demais atividades acadêmicas e administrativas nesta quarta e quinta-feira. Na terça-feira (22), haverá reunião para saber sobre o retorno das aulas. O TRT (Tribunal Regional do Trabalho) decidiu suspender as atividades.

O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), convocou reunião emergencial para definir como será o funcionamento dos órgãos públicos com a greve. A cúpula da segurança estadual convocou entrevista na noite desta terça, disse que a greve foi uma surpresa e anunciou que pediu ajuda federal

Fonte:Uol Noticias

vaqueiro é preso em Itapetinga após matar prostituta

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Mulher teria furtado 1,5 mil e dois celulares do homem que a atingiu

Um homem foi preso na manhã desta segunda-feira (14) depois de matar uma garota de programa em uma zona rural do município de Itapetinga, a 580 quilômetros de Salvador. De acordo com a Polícia Civil, João Santos Rocha, 45 anos, foi preso horas depois de cometer o crime e trabalhava como vaqueiro na região.
No domingo (13), João teria pagado por um programa com Elineide Santana Souza, 29, à beira de um rio. Durante o ato sexual, a moça teria furtado R$ 1,5 mil e dois celulares do vaqueiro.
Assim que descobriu o furto, o homem pegou uma espingarda e atingiu a garota de programa. Ela chegou a ser socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu ao ferimento e morreu no local.
Após o ocorrido, João foi para a sua residência. Nesta segunda, ao sair da casa em direção ao seu veículo, um Fiat Uno, ele foi preso por policiais locais. O vaqueiro confessou o crime e está custodiado no Complexo Policial de Itapetinga, à disposição da Justiça. A delegacia de Itapetinga investiga o caso. As informações são do Correio.

 

SSP diz que acordo foi descumprido; governo pede apoio de Força Nacional

Documento foi firmado com líder grevista tendo aprovação como garantia.
Segurança Pública afirma que há efetivo de plantão para esta terça-feira.

Secretário de Segurança Pública do Estado da Bahia, Maurício Barbosa (Foto: Maiana Belo/G1)
Secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa
(Foto: Maiana Belo/G1)

Em coletiva realizada após deflagração da greve da Polícia Militar, na noite desta terça-feira (15), o secretário de Segurança Pública, Maurício Barbosa, afirma que assinou documento em que o governo se compromete a cumprir todas as medidas discutidas com o vereador Marco Prisco (PSDB), presidente da Aspra, e outras associações de policiais militares, em reunião antes da assembleia.

De acordo com o secretário, a contrapartida acertada com o grupo que representa a categoria foi justamente a não realização da greve. “Todo o esforço foi feito e está sendo feito. A intenção é conversar. Em primeiro lugar, estamos preocupados com a segurança da população. Atendemos ao que foi proposto. Nós criamos o documento. Eles trouxeram algumas propostas, que seriam apresentadas na assembleia de hoje. Assinamos o documento ficando condicionado que as propostas seriam aprovadas em assembleia. Colocamos tudo o que foi proposto por eles. Assinamos eu, o comandante da PM e o presidente da associação”, disse Maurício Barbosa.

documento (Foto: Maiana Belo/G1)
Documento assinado entre governo e Prisco
(Foto: Maiana Belo/G1)

O secretário afirmou ainda que conta com “bom senso” a continuidade do trabalho do efetivo em atividade. “Não sabemos a proporção do movimento paredista. Só podemos contar com as Forças de Seguraça Pública do Estado e da União. Temos a convicção que vamos contar com o bom senso dos policiais de saber que, independente das questões salariais, remuneratórias e etc, temos o dever de proteger a sociedade. Agora é o momento de sentarmos e sabermos de alguma contraproposta. Da nossa parte, tínhamos atendido tudo o que foi colocado, prometendo até voltar a revisar tudo o que o governo já tinha proposto ao grupo de trabalho”, afirmou.

Barbosa anunciou que foi solicitado auxílio da Força Nacional, mas não há previsão de chegada das tropas na capital baiana. O tenente-coronel do Exército da 6ª Região Militar, Costa Neto, responsável pelo setor de comunicação, disse existe um trâmite para que as tropas sejam liberadas que depende de aprovação da Presidência da República. O governo baiano informa que estão sendo tomadas as providência para isso.

“O Exército foi acionado hoje à noite. Tem todo um protocolo de procedimento interno das Forças Nacional e Armadas. É uma questão do governo federal e a gente pede que seja feita o mais rápido possível. Temos a convicção e a certeza que esse é o momento para sentarmos e resolvermos isso aqui”, afirmou o secretário.

Maurício Barbosa também afirmou que a paralisação de 24 horas dos policiais civis, anunciada para a quarta-feira (16), é uma mobilização nacional.

O comandante-geral da PM, coronel Afredo Castro, que também se disse surpreso com a greve, informou que as equipes escaladas para trabalhar esta noite não sofreram qualquer alteração no cronograma. Castro pediu colaboração aos PMs que não aderiram ao movimento para realizar a segurança da população. “Nós temos um plano de trazer segurança através dos policiais que têm consciência de que não é o momento de parar. As viaturas que saíram agora à noite estão trabalhando normalmente”, afirmou.

A prefeitura informou que ACM Neto convocou reunião com dirigentes de órgãos municipais para para elaborar um plano de ação emergencial em função da paralisação. Rodoviários já recolhem os ônibus para as garagens.

G1 tentou, mas não obteve sucesso no contato com os líderes do movimento na tentativa de saber quais são os principais pontos de divergências. A organização do movimento afirma que está elaborando uma proposta de pauta para notificar o governo.

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Greve confirmada
A assembleia realizada no Wet’n Wild, um dos principais espaços de shows em Salvador,aprovou a greve da Polícia Militar. Os participantes aguardaram o encontro desde as 15h, quando o início estava previsto. A decisão só ocorreu depois das 19h30, após representantes de associações analisarem a proposta da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

Marco Prisco, que é presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) e foi preso ao fim da última greve, anunciou a proposta do governo da Bahia à massa de policiais e perguntou se eles aprovavam, sendo que a maioria respondeu que não.

Prisco vai encaminhar documento ao governo informando a deflagração da greve, mas diz que ainda há possibilidade de negociação. Ele pede ainda para que os militares mandem SMS´s aos colegas pedindo a todos que deixem os postos de trabalho. Segundo Prisco, eles ficam no espaço de show até segunda ordem.

Alguns pontos do “Plano de Modernização da PM”, que foi apresentado pelo governo na semana passada, foram alterados como contraproposta. Entre elas, ficaram acertados o aumento da CET (Condição Especial de Trabalho), que prevê reajuste de 25% no valor do soldo de policiais do administrativo; de 17% para 35% no valor de soldo para quem já recebia o reajuste; e os motoristas, que tinham 35%, ficarão com 60%. O código de ética e dos processos disciplinares serão revisados. Sobre o plano de cargos e salários, além da equiparação salarial com a Polícia Civil, o governo se comprometeu a revisão destes tópicos e a abertura de progressões como quatro mil vagas de soldado para cabo, duas mil de cabo para sargento e 500 vagas de subtenente para sargento.

De acordo com a administração do Wet’n Wild, espaço na avenida Paralela onde aconteceu a assembleia, o lugar foi alugado, porém o valor acertado não pode ser revelado por cláusula de contrato. Ainda segundo a gestão, o aluguel, em geral, varia de R$ 10 mil a R$ 20 mil e o valor pago pelas associações está “dentro dessa realidade”.

Pontos de divergência
Entenda alguns itens citados pelo presidente da Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM-BA), Agnaldo Sousa, e qual o posicionamento do governo:

Plano de carreira
APPM-BA – Segundo a associação, tanto o soldado quanto o oficial têm que ter um tempo máximo nos postos de graduação. A categoria pede que seja definido um plano de carreira. “Um soldado leva hoje 25 anos sem ter uma promoção. Nós achamos isso vergonhoso. Queremos que seja definido um tempo para que ele seja promovido”, diz Agnaldo.

Governo – A proposta do governo é que, após oito anos, o soldado passe a ser cabo e, depois de mais seis anos e meio, ele ascenda a 1º sargento. Hoje, um soldado passa 20 anos como soldado, sem ascenção. Depois, ele passa a ser sargento e se aposenta.

Isonomia Salarial
APPM-BA – A categoria pede isonomia entre as polícias militares e civil. “Hoje, um tenente-coronel que tem 30 anos de serviço ganha menos que um delegado, que está no início de carreira. Queremos que isso seja equiparado”, relata Agnaldo.

Governo – O Estado se compromete em criar um grupo de trabalho para rever todo o sistema de remuneração da Polícia Militar. Nesse quesito, entram gratificação, adicionais, entre outras remunerações agregadas.

Código de Ética
APPM-BA – Segundo a associação, a PM não tem um código de ética. “Temos uma legislação da Polícia Militar, que está obsoleta, com coisas que estão lá há mais de 40 anos. Queremos a implantação desse código de ética”, revela Agnaldo.

Governo – Um código de ética foi apresentado e as associações questionam alguns pontos. Assim, o governo está disposto a reavaliar as questões que não estão satisfazendo a categoria.g1ba

Estado em Alerta:Assembleia aprova greve da Polícia Militar na Bahia

Associações de policiais deflagraram paralisação na noite desta terça-feira.
Antes, governo tentou negociar pontos divergentes com os representantes. 

Assembleia aprovou o início da greve da PM (Foto: Imagens/G1)
Assembleia aprovou o início da greve da PM (Foto: Imagens/G1)

A assembleia realizada na tarde desta terça-feira (15), no Wet’n Wild, um dos principais espaços de shows em Salvador, aprovou a greve da Polícia Militar. Os participantes aguardaram o início do encontro desde as 15h. A decisão só ocorreu após as 19h30, depois de representantes de associações analisarem a proposta da Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA).

O vereador pelo PSDB Marco Prisco, que é presidente da Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra) e foi preso ao fim da última greve, anunciou a proposta do governo da Bahia à massa de policiais e perguntou se eles aprovavam, sendo que a maioria respondeu que não. Em seguida, o vereador perguntou se já era a ocasião para que eles cantassem o mesmo grito de guerra usado na última greve – “A PM parou” – reforçando o apoio à decisão dos participantes.

Prisco disse que encaminhar documento ao governo informando a deflagração da greve, mas informou que ainda há possibilidade de negociação. Ele pede para que os militares mandem SMS´s aos colegas pedindo a todos que deixem os postos de trabalho. Segundo Prisco, eles ficam no espaço de show até segunda ordem. Um representante da Aspra avisou aos agentes que eles têm estrutura para quem quiser ficar acampado no local. Mesmo assim, parte das pessoas que votou na assembleia já saiu do local.

De acordo com a administração do Wet’n Wild, espaço na avenida Paralela onde aconteceu a assembleia, o lugar foi alugado, porém o valor acertado não pode ser revelado por cláusula de contrato. Ainda segundo a gestão, o aluguel, em geral, varia de R$ 10 mil a R$ 20 mil e o valor pago pelas associações está “dentro dessa realidade”.

O comandante-geral da Polícia Militar do Estado, coronel Alfredo Castro, afirmou que recebeu a decisão com “surpresa“. “Todo caminho levava ao diálogo. Propostas foram apresentadas, tudo conduzindo para não acontecer”, afirmou, referindo-se à reunião que foi realizada nesta tarde.

O secretário da SSP-BA marcou uma coletiva à imprensa na sede da Governadoria ainda para a noite desta terça-feira. Também nesta noite, a prefeitura informou que ACM Neto convocou uma reunião com dirigentes de órgãos municipais para para elaborar um plano de ação emergencial em função da paralisação. Rodoviários já recolhem os ônibus para as garagens.

Alguns pontos do “Plano de Modernização da PM”, que foi apresentado pelo governo na semana passada, foram alterados como contraproposta. Entre elas, ficaram acertados o aumento da CET (Condição Especial de Trabalho), que prevê reajuste de 25% no valor do soldo de policiais do administrativo; de 17% para 35% no valor de soldo para quem recebia o reajuste; e os motoristas, que tinham 35%, ficarão com 60%. O código de ética e dos processos disciplinares serão revisados.

Sobre o plano de cargos e salários, além da equiparação salarial com a Polícia Civil, o governo se comprometeu a revisão destes tópicos e a abertura de progressões como quatro mil vagas de soldado para cabo, duas mil de cabo para sargento e 500 vagas de subtenente para sargento.

Tentativa de negociação
Os participantes deixaram correndo a sede da Secretaria de Segurança Pública (SSP), situado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), com destino à assembleia. Houve uma tentativa de negociação dos pontos de divergência do projeto de modernização, que ainda seria enviado à Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).

Ao fim, o comandante-geral da PM, coronel Alfredo Castro, afirmou a expectativa de que a greve não fosse deflagrada. “Pelo ânimo que nós tivemos no fechamento das propostas, vejo de maneira otimista que teremos uma pauta a ser discutida e evoluída”, disse. O major Ubiracy Vieira também informou ao G1 que não acreditava na greve.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) suspendeu expediente na tarde desta terça-feira “devido à ameaça de paralisação por parte da Polícia Militar da Bahia”, diz, em nota postada no site. A Univesidade Católica de Salvador também cancelou as aulas ainda durante a tarde. A Transalvador informa que intensificou o monitoramento do trânsito na noite desta terça-feira.

Pontos de divergência
Entenda alguns itens citados pelo presidente da Associação de Praças da Polícia Militar da Bahia (APPM-BA), Agnaldo Sousa, e qual o posicionamento do governo:

Plano de carreira
APPM-BA – Segundo a associação, tanto o soldado quanto o oficial têm que ter um tempo máximo nos postos de graduação. A categoria pede que seja definido um plano de carreira. “Um soldado leva hoje 25 anos sem ter uma promoção. Nós achamos isso vergonhoso. Queremos que seja definido um tempo para que ele seja promovido”, diz Agnaldo.

Governo – A proposta do governo é que, após oito anos, o soldado passe a ser cabo e, depois de mais seis anos e meio, ele ascenda a 1º sargento. Hoje, um soldado passa 20 anos como soldado, sem ascenção. Depois, ele passa a ser sargento e se aposenta.

Isonomia Salarial
APPM-BA – A categoria pede isonomia entre as polícias militares e civil. “Hoje, um tenente-coronel que tem 30 anos de serviço ganha menos que um delegado, que está no início de carreira. Queremos que isso seja equiparado”, relata Agnaldo.

Governo – O Estado se compromete em criar um grupo de trabalho para rever todo o sistema de remuneração da Polícia Militar. Nesse quesito, entram gratificação, adicionais, entre outras remunerações agregadas.

Código de Ética
APPM-BA – Segundo a associação, a PM não tem um código de ética. “Temos uma legislação da Polícia Militar, que está obsoleta, com coisas que estão lá há mais de 40 anos. Queremos a implantação desse código de ética”, revela Agnaldo.

Governo – Um código de ética foi apresentado e as associações questionam alguns pontos. Assim, o governo está disposto a reavaliar as questões que não estão satisfazendo a categoria.

Policia em Greve:”Nossa luta é por uma melhor segurança pública”, diz Prisco

Após ser decretada a greve da Polícia Militar da Bahia, na noite desta terça-feira (15), a categoria permanecerá reunida no Wet’n Wild acompanhando o andamento da negociação. “Estamos preparando pautas para levar ao governo. Nosso interesse é terminar isso agora à noite”, afirmou o vereador soldado Prisco (PSDB), em entrevista à TV Record.

De acordo com Prisco, a proposta apresentada pelo governo não contempla 80% dos pontos de interesse da categoria. Ele disse que os policiais esperam “reverter a situação” e disse que a cidade não ficará sem policiamento a partir de amanhã por conta da greve, e sim porque “a política de segurança pública do governo infelizmente é equivocada”. “Nossa luta é por uma melhor segurança pública. A gente não está fazendo uma luta corporativa”, garantiu. bocãonews